Do dia que não durmi

Foi um dia estranho, confesso. Pela tarde, tomei algumas cervejas jogando “bets” na rua com vários marmanjos. Que infantilidade, não é mesmo? Também acho. Mas não me importo. Sempre quis ser assim. Sempre fui assim. E acho que sempre serei assim. De noite, arrumei uma desculpa pra ir até a sua casa. Ah, era uma desculpa vai. Não queria ver filmes. Queria ver você, lógico. Queria e consegui. E depois que cheguei, a única coisa que queria saber era que horas iria embora. Eu não queria ir embora de verdade, mas queria que os outros fossem embora. Queria ter só você pra conversar. Conversar? Ah, também né. Queria sentir o gosto dos seus lábios, a textura da sua mão. Queria saber que horas ia ter você pra mim. Ainda bem que, aos 45 minutos do segundo tempo (quase aos 46) tive a chance. O momento derradeiro, não poderia falhar. Nem eu e nem você. Fizemos o que queríamos. Permitimos que a felicidade nos encontrasse naquele momento tão nobre.
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A volta pra casa foi tensa. Fui pensativo. Uma mistura de euforia com desconfiança. Era algo novo na minha vida. Não tinha vivido algo parecido. Era diferente. Era o que eu queria há tempos. Era alguém pra dividir todas as minhas conquistas, por mais singelas que fossem. Dividir não apenas conquistas, mas fracassos também. Já tive muitos (e terei muitos outros, afinal, sou humano) pela vida, mas nunca com alguém pra compartilhar. Queria alguém pra falar mal do que eu leio, do que eu escuto ou dos lugares que eu vou. Falar mal não é bem a palavra, mas serve também. Queria alguém que implicasse comigo algumas vezes, só pra eu ter a noção exata de que não sou dono do mundo e nem de mim mesmo. Era alguém pra amar, alguém pra ser amado. Era alguém como você.
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Nesses 8 meses muita coisa mudou. Nos próximos 8 (meses, anos ou décadas) muita coisa vai mudar. Vou ser do jeito que sempre fui. Me desculpe se te deixar cair algumas vezes, mas vai ser pra que o ralado no joelho sirva de aprendizado. Quando eu cair, por favor, dê risada, mas estique a mão pra me ajudar a levantar. Farei o mesmo quando acontecer com você. Mas me deixe cair mesmo assim. Tenho que tomar uns “prestenção” da vida também, como todo mundo que habita nesse planeta. Ninguém faz nada sozinho. É por isso que quero ter você sempre por perto. Ter você sempre comigo. Afinal, foi num dia 27 que descobrimos que ninguém é feliz sozinho, não foi?
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Te amo, sempre!
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