Errar duas vezes é burrice.

Foto: Charles Bukowski, o escrito do amor.

Posso estar enganado, mas aqui no Brasil são poucas as pessoas que tem o hábito de ler. É uma questão mais cultural do que qualquer outra coisa. Não há incentivo para a leitura nem na escola e isso se reflete nas prateleiras das livrarias. Convenhamos que o preço do livro por aqui é bem salgado. E quem lê, muitas vezes não procura pelos títulos mais confiáveis. Bom, isso também é relativo, já que eu posso julgar um livro “x” bom e você achar uma merda. Questão de gosto, puramente.
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Os livros de auto-ajuda são os mais vendidos, sempre. Deve ser pelos problemas que todos nós encontramos diariamente no amor, no trabalho ou em qualquer outro lugar. Mas muita gente critica quem lê ou compra livros desse gênero. Eu particularmente não entendo por quê. Não sou de ler esses livros, mas o único que li foi bem importante para repensar algumas coisas. É evidente que você não precisa encarar aquilo como uma verdade absoluta, mas se aquele livro te fazer pensar em alguma coisa diferente já valeu a pena. Supomos que você termine seu namoro ou casamento de anos. Por mais que você seja uma pessoa reservada, vai querer ajuda de alguém, ou no mínimo comentar com aquele seu melhor amigo sobre o acontecido. É do ser humano e se não procurar ajuda de alguém, acho que isso é um pouco de falta de humildade sua de não reconhecer o mal momento que se vive. Nesse pedido de ajuda, é muito importante que a pessoa que vai te aconselhar seja alguém “respeitável” no assunto. Não vai pedir ajuda sobre amor para aquele seu amigo que não pega ninguém há meses, por quê você já vai saber a resposta dele. “Ah cara, isso passa, fica tranqüilo!” vai ser o que ele dirá. Acho que não vale a pena né, já que isso nem sempre vai acontecer, e também, pra dar um conselho desse, era melhor ter ficado calado. Não peça também uma sugestão sobre trabalho para aquele seu amigo que nunca trabalhou (ou que trabalha mas odeia fazer isso), que ele certamente vai te dizer um monte de merda que só vai agravar a situação.
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Desta forma, por quê tanta implicância com os livros de auto-ajuda? Eles podem não te acrescentar nada, mas também não vão te tirar nada também. Pode ser um meio de pensar sobre o assunto de uma maneira diferente, sobre o olhar de alguém que já viveu isso e se propôs a escrever sobre o tema. Vai, deixa de ser preconceituoso ou pensar que você é uma ilha e vai procurar ajuda nos livros. Ou vai ficar na merda até a vida te dar outra rasteira?
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