Ainda sobre a mocinha da Uniban

Na semana passada, só se falou na “mocinha” da Uniban. Matérias nos principais telejornais e muita besteira sendo dita em todos os cantos. Confesso que não entendi muito bem essa história (ou seria uma estória?). Dessa forma, acabei por não tomar partido nenhum dos lados.

De uma maneira geral, duvido de todos os lados. Não sou moralista ao ponto de exigir que essa ou aquela pessoa esteja vestida de uma forma pré-estabelecida, mas também não acho que um mini vestido seja a roupa apropriada para se frequentar uma sala de aula. Não é por machismo ou preconceito, mas não podemos fazer da universidade um desfile de moda. É preciso bom senso (mesmo que esse termo seja perigosíssimo), e saber que andar de mini saia, chinelo e até regata (nessa caso os homens) não é a maneira mais adequada para frequentar uma sala de aula, seja de uma escola ou universidade. Isso é roupa de ficar em casa, ir à praia ou ao clube. Mas, infelizmente, é o traje usado por muita gente que está ali para outras coisas, menos estudar.

Ainda sobre a moça, não acredito que tanta raiva seja por causa de um vestidinho curto. Na universidade que eu estudo, acontece o mesmo sempre que o verão chega e nunca vi uma manifestação parecida com aquela. Pelo contrário, já que numa rodinha de amigos em qualquer canto sempre se houve algo como “Porra, adoro verão! Olha essas minas!”, apontando para as garotas de pernas de fora. E isso não acontece apenas em universidades, mas em shoppings ou qualquer outro lugar que seja frequentado por muitas pessoas – sejam homens tarados ou mulheres oferecidas. É normal esse tipo de comportamento e chega a ser estranho que justo naquela universidade tenha ocorrido uma “revolta moralista”. Será que essa moça não fez nada para aquelas pessoas? Estranho né?

Sobre os revoltados, também há dúvidas. Quem frequenta uma faculdade qualquer, sabe que Centros Acadêmicos são frequentados por “alunos profissionais”. Essas pessoas nunca se formam ou trancam sua matrícula, não frequentam as aulas mas estão sempre lá, organizando algum motim, revolta ou festa. Recebem para manter esses Centros, como é sabido de todos, e muitos deles fazem disso profissão. Quem garante que toda essa revolta não foi articulada por alguém de fora, seja de outra universidade ou que encontra-se fora do centro das atenções dessa mesma faculdade? Tudo isso justamente em tempos de vestibular?

Um pai que procura uma boa universidade para seu filho, certamente vai se achar no direito de julgar, e dizer que na Uniban só tem putas e intolerantes, e certamente não vai inscrever seu filho naquele vestibular. Uma outra universidade pode estar ganhando esses alunos, não pode?

O fato é que essa história está muito mal contada. Apenas uma versão do que pode ser uma grande farsa. Não sei, mas desconfio. Você nunca parou pra pensar a respeito disso? Acho que chegou a hora então.

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2 pensamentos sobre “Ainda sobre a mocinha da Uniban

  1. O fato é que paulista parece que não gosta de mulher. Se fosse aqui em Minas ela seria aplaudida porque mineiro A DO RA mulher.Se tivessem sido mulheres expulsando a garota até entenderia: inveja.Mas os "homens"?????Foi uma tremenda bola fora dos paulistas (paulistanos). E digo mais: mesmo com ela errada, ainda assim os homens iriam gostar, e MUITO"

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