Do you speak o quê?

Por Leandro Lourenço
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Tudo muda tão rápido hoje em dia que nem percebemos. Fazemos e aprendemos tantas coisas que a princípio não tem lá tanta importância, e sinceramente, muitas não tem mesmo. Mas algumas outras tornam-se necessidades e a gente precisa aprender, querendo ou não. Torna-se questão de sobrevivência, principalmente quando falamos em oportunidades de emprego, mercado corporativo e outras definições que remetem aos temas citados. E é aí que muita gente escorrega.
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Não arruma emprego (bom) hoje em dia quem não fala pelo menos duas línguas. Por motivos óbvios, quase todo mundo fala a língua local (no nosso caso o português) e o inglês. Quase todo mundo. É, isso mesmo! E não é por conta do inglês não, e sim pelo português. Alguns acham até que falam “brasileiro”.
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Na minha modesta opinião, tem muita coisa errada. Uma delas é que o fato de ter uma faculdade em cada esquina acabou banalizando a educação. Talvez não a educação em si, mas o conteúdo dela. São milhares e milhares de pessoas que possuem curso superior e que não entendem quase nada do que deveriam entender. Pode ser erro do aluno também, que não aprendeu o que deveria, mas nisso também a faculdade tem culpa. São as verdadeiras fábricas de diplomas.
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E o que vemos hoje em dia são pessoas cada vez mais “graduadas”. Sabem tudo, falam de tudo… ou melhor, quase tudo. Escrevem e falam em inglês de uma maneira rápida, avassaladora e impressionante aos olhos de quem não teve uma oportunidade parecida (como nossos avós, que adoram puxar nossos sacos). Falam até mandarim, mas na hora de falar ou escrever o tal do português…
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E o pior é que são pessoas que podem ser professores em pouco tempo. Podem ensinar nossos filhos daqui uns anos (se bobear, podem ensinar até a gente) e não dominam nem o idioma que é falado em seu país.
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Longe de mim achar que as pessoas não podem aprender outros idiomas. Eu também estou querendo/tentando, mesmo odiando a língua inglesa. É uma necessidade, que se aprendida, vai me valer muito a pena num futuro próximo. Pode me abrir muitas portas e conseqüentemente melhorar de vida. Não que esteja ruim, mas pode sempre melhorar, não é mesmo?
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Mas será que esse “progresso” não está atropelando etapas? Qual o benefício em termos profissionais que entendem tudo de línguas estrangeiras e mal sabem falar o idioma do país em que vivem? É um caso pra pensar…
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