O “bunda mole”

Tem um “bunda mole” que faz parte da minha vida. É uma presença constante, quase que diária. Deveria passar despercebida, mas não consigo. Me irrita em boa parte do dia.

Acho que ele não tem culpa de ser assim. Ou tem, vai saber. O fato é que todo “bunda mole”, como este, fala demais. Para ele, tudo é fácil. Os filhos dos outros são sempre o futuro tenebroso do país. Tem a língua afiada, e não olha para o próprio rabo – ou bunda, como queira.

Diz que faz e acontece. Mas só diz. Nunca vi tomar uma boa providência, digna de suas palavras – que não são mais dignas, já que são mentirosas.

Deve viver num conto de fadas, ou numa história em quadrinhos, onde pensa ser o herói. Tadinho. Às vezes eu tenho dó, mas só às vezes.

Você deve conhecer alguém assim. Na pior das hipóteses, é um deles. Me desculpe, mas não quis te ofender. Ou quis, não sei. Sou meio confuso quando se trata de sentimentos.

Só sei que eu não quero ser como você. Mas não mesmo.

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