SWU – O que sobrou para os garis

O SWU Brasil acabou e os comentários sobre ele também. O que se ouve por aí são frases do tipo “Nossa, foi fooooda!” ou “Porra! Melhor rolê da minha vida”. Pra quem foi e gostou nada mais justo. Mas como se tratava de um evento “diferente”, seria este o momento de começar as discussões mais acaloradas sobre o evento e sua proposta.

Até mesmo quem gostou enfrentou problemas e criticou. Falta de organização, preços abusivos e mais um monte de coisa ruim aconteceu por lá. Talvez o fanatismo de ver algumas bandas internacionais ofusque esses problemas, o que é natural.

O SWU se propôs a colocar em pauta o tema sustentabilidade, principalmente entre os jovens. As palestras e ações promovidos durante os 3 dias foram ineficientes, visto que apenas 1.500 das 150 mil pessoas tiveram contato direto com essas ações. É claro que uma palestra não mudaria a mente das pessoas, e é até louvável que o SWU tenha se comprometido (!?) com o tema, mesmo que fosse uma estratégia de marketing para divulgar o mega evento.

Olhando as fotos do fim do evento, temos a certeza de que quem estava lá (ou a grande maioria), foi por causa das atrações. Claro que ninguém ia pagar uma grana preta só pra “ver sustentabilidade”, mas pelo menos lá poderia ter feito alguma coisa. O lixo no chão, por exemplo, mostra o quanto ainda somos pequenos para discutir sobre o tema.

Como o evento era caro, não tínhamos pobres por lá. E essas pessoas, que possuem condições financeiras privilegiadas, teoricamente deveriam ser mais esclarecidas, visto que o nosso país não oferece educação de qualidade para quem não pode pagar. Olhando por esse ângulo, chegamos a pergunta: será que essas pessoas estão interessadas em mudar o mundo?

Pelo visto não, e nem adianta querer culpar os outros pelas mazelas da sociedade. Se pessoas teoricamente esclarecidas não conseguem jogar o lixo numa lixeira enquanto participam de um evento que discute mudanças comportamentais, não podemos esperar nada de mais ninguém.

A grande maioria das pessoas está pouco se lixando para o meio ambiente, e acham o assunto careta, chato e metódico demais. Nem pobres, nem ricos. E pensando por esse lado, eventos e iniciativas como o SWU serão sempre um grande fracasso. Pelo menos por aqui.

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4 pensamentos sobre “SWU – O que sobrou para os garis

  1. malandro, o esquema é o seguinte: enquanto for bonito falar dce sustentabilidade, todo mundo vai falar. mas fazer??? duvido.. é mais fácil jogar uma bituca no chão do que andar com um porta bituca no bolso… fica a minha..

  2. É, o evento não foi o culpado de nada.
    Culpado são as pessoas porcas e ignorantes que não contribuíram.

    Quem reclamava que o banheiro tava cheirando velório, eram as próprias pessoas que mijavam no chão.

    Os que reclamavam que o chão tava nojento, jogavam suas latas ou embalagens de lanche e bitucas de cigarro.
    O evento ainda levou aquela galera que fazia Coleta pra angariar fundos pra esses poderem ter uma iluminação decente aonde eles trabalham e mesmo assim, não parecia suficiente.

    Eu pelo menos nunca ví uma área dedicada pra pessoas com deficiencia física. Nunca! Nem em eventos de grande porte ou em shows pequenos.

    É óbvio que foi puro marketing, se aproveitar desse assunto pra fazer um evento dessa magnitude. Mas o Woodstock não foi?

    Só um adendo aqui:
    No Profissão Repóster – e em vááários outros lugares – eu ví muita gente reclamando da organização e coisa e tal, principalmente a galera que ficou acampada.
    BIXO! Minha tia tem um camping, na Ilha Grande em Angra.
    Lá tem espaço pra 200 pessoas confortavelmente instaladas.
    Quando o negócio entope no fim do ano, lá também falta água, tem fila pra usar o banheiro, tem fila pra comer, falta papel higiênico.
    E na praia então? Que só suporta 200, 300 mil pessoas e no Reveillon vai 1 milhão? Falta água, tem fila pra comprar pão.
    Aí neguinho tem coragem de dizer que faltou organização por parte do evento.
    Pô, se quisesse banheiro o tempo todo e chuveiro, alugasse um chalé! Ou um hotel em Itú mesmo.
    Quem achou que aquilo fosse um parque de diversões ou um shopping se fudeu. Com excessão do lanche terrível do Gordão – como sempre é – foi tudo lindo e maravilhoso. Porque eu já esperava por isso.
    Imaginava que ia ser lotado, que eu ia ficar horas nas filas e que tudo ia ser caro. No fim, foi mais rápido e barato do que eu pensava e eu não vejo a hora de ir de novo ano que vem, dessa vez, os 3 dias..

    • Mas é sempre assim. Eu não tenho nada contra, que fique bem claro, e se ano que vem tiver alguma banda que eu goste eu vou, sem problemas. O fato é que as pessoas e toda a mentalidade da sociedade joga contra, o que vai fazer disso sempre uma conversinha pra boi dormir.

  3. o negocio é o seguinte, nunca nada ta bom para as pessoas sempre tem alguma coisa por mais pequena que ela seja para o pessoal botar defeito. Sempre foi assim e sempre vai ser, nunca vai mudar

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