O fulminante ataque vermelho

O PT fez uma grande jogada de marketing. Reuniu no Rio de Janeiro diversos artistas famosos que declararam apoio a candidata Dilma. Até aí tudo bem, se não fosse a presença de pessoas realmente famosas.

Chico Buarque, Leonardo Boff, Oscar Niemeyer, Gilberto Gil, Otto e muitos outros estiveram no evento.

Muitos são os boatos de que Dilma é isso e aquilo, mas tudo isso parece não afetar a credibilidade dela frente a essas pessoas.

O que chama a atenção é que não estamos falando de pessoas famosas sem conteúdo. Não são artistas da moda, e sim pessoas que participaram do processo de desenvolvimento do país através da arte, seja lá em qual vertente atue.

Que fique claro que eu não voto nesse ou naquele porque uma pessoa que eu admiro tem tal preferência política. Mas é pra se pensar a respeito. Se José Serra é “do bem”, como diz a propaganda, por que ele não consegue apoio dessas pessoas?

Não acredito que os nomes citados acima se associariam a uma pessoa sem caráter, que quisesse fazer apenas o mal para o Brasil. Pode ser que não seja um apoio incondicional pelas qualidades de Dilma, e se isso se confirmar, será pelo medo de ter alguém como José Serra na presidência do país que tanto gostam e pelo qual já lutaram bastante.

Honestamente, numa discussão, você acreditaria mais no Chico Buarque ou no José Serra?

Pelo jeito, eles acham que vale a pena se sacrificar pela candidata petista. E mostra que Serra não é tão do bem assim.

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6 pensamentos sobre “O fulminante ataque vermelho

  1. O discurso do escritor Fernando Morais, ontem, na campanha da Dilma, deixa claro que o apoio de vários destes artistas não é à Dilma e nem ao PT.

    É a maior manifestação anti-tucana, feita pela classe artística, nos últimos 15 anos.

  2. Acho que quem melhor ilustrou tudo isso nos últimos tempos foi o Maurício Ricardo do Charges.com.br (http://goo.gl/b8RP)

    O lance é o seguinte: O meio político tem meios muito ardilosos que até o velho Chico se encontra a mercê como já explicou o grande Michel Foucault.

    Penso da seguinte maneira para resolver o dilema:
    Se eu fosse contratar um dos dois presidenciáveis para ser diretor de minha empresa, quem eu contrataria?

    Acho que é um guia que pode resolver questões internas, mesmo que seja um “tiro no pé”.

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