O revólver do meu pai

10 anos de idade. Idade que a gente precisa brincar, correr na rua atrás de bola, chegar em casa cheio de lama pra depois apanhar da mãe, passar as tardes sem se preocupar com nada. 10 anos de idade.

Eu não sei o nome do menino, e pouco importa saber. Mas é certo que as brincadeiras dele não tinham a menor graça. Não conseguir se divertir também é um grande problema, ainda mais quando se tem apenas 10 anos de idade. Os adultos já se acostumaram com essa idéia de infelicidade. As crianças ainda não.

10 anos de idade e teve a ousadia de ir pra escola com um revólver na cintura. Revólver do pai, que supostamente serviria pra proteção, segurança. O garoto foi pra escola pra matar ou morrer. O máximo que ele conseguiu foi morrer. Mas indiretamente matou muitas pessoas.

E essa gente que defendia o “direito” das pessoas terem armas em casa para se defender? E essa gente que cria crianças com o compromisso de matar ou morrer logo cedo? Adianta chorar agora?

É triste, talvez revoltante, mas é cada vez mais comum. Foi se o tempo que brincar de “polícia e ladrão” era só uma brincadeira.

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