Prefiro a palavra escrita

Desde que inventaram as mensagens de texto –  e isso já faz um bom tempo -, eu tenho me esforçado o máximo para usar este recurso, muito mais que todos os outros existentes para nos comunicarmos. Eu sei que telefones celulares foram criados com a intenção de usarmos a fala, para que o áudio seja a “ferramenta” mais rápidas na transmissão da mensagem que se pretende entre as pessoas que procuram se comunicar. Mas eu ainda prefiro a mensagem.

Ela, de fato, é um meio de se comunicar mais lento. Demora e certamente dá mais “trabalho” para ser elaborada – isso quando a pessoa que digita sabe do que vai dizer claramente. Numa ligação você precisa “teclar” no máximo 8 digitos – quando já não tem o nome da pessoa numa lista de contatos. Na mensagem de texto podem ser dezenas – quiçá centenas – de toques no tecladinho desajeitado do celular. Mas ainda assim eu prefiro a maldita mensagem de texto.

Antigamente usava-se muito o telefone fixo. Quando você telefonava para alguém e essa pessoa atendia, era certo que ela estaria  num lugar determinado pelo número daquele telefone. Em casa, no trabalho, na casa da mãe ou em qualquer outro lugar, desde que fosse um lugar onde aquela linha telefônica estivesse fixada. Com a chegada dos telefones celulares isso mudou bastante. Muitos nem o telefone fixo tem mais, e na maioria das vezes que ligamos para alguém no celular – meu chute é de 50% -, essa pessoa está por aí, andando na rua ou em qualquer compromisso pessoal que nem sempre precisa ou pode ser revelado.

Deste modo, acho que a mensagem de texto é imprescindível e de uma elegância sem igual. Hoje, por exemplo, eu tinha que ligar para um amigo. Como o telefone do estúdio onde ele trabalha estava com problemas, mesmo tendo o número do celular eu preferi mandar uma mensagem de texto. Claro que seria mais fácil se eu ligasse, mas será que ele poderia me atender naquele momento? Será que eu não iria atrapalhar o passeio dele com o filho durante a tarde para falar de trabalho? Mesmo que ele se interessasse pelo assunto, se ele estivesse pela rua certamente não iria resolver meu problema, já que era preciso que ele consultasse sua agenda de trabalho e estando fora do seu local de serviço pouco resolveria.

Eu sei que isso pode ser uma viagem, e nem me importo se não concordar com a minha tese, mas acredito que ela é válida. Quantas desculpas esfarrapadas você deixaria de ouvir se agisse assim?

Porque com a mensagem de texto a mensagem é curta mas é simples. Se a pessoa não responde é porque ela não está afim e ponto. Muito melhor ficar com a idéia de que a  pessoa não se interessou do que ligar e ouvir que ela não poderia ir tomar uma cerveja contigo porque tinha que passear com o cachorro da madrinha de batismo. Concorda?

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