Quando a educação é demais

É muito bom conviver com pessoas educadas – ou eu achava que era. Quase sempre elas são calmas, sensatas e estão dispostas ao diálogo. Mas quando essa “educação” é demais, quando os agradecimentos e os “por favores” são exagerados, toda essa educação vira um pé no saco, digno de perder a razão.

Onde eu trabalho é assim. Tem um moça – não vou citar o nome, mas se ela ler certamente vai se identificar com o texto -, que pra tudo o que você disser, ela agradece com um “muito obrigado Seu Fulano” ou se desculpa com um “por favor, só um minutinho Seu Cicrano”. E isso pra coisas mais simples, como pedir pra jogar uma caneta que está na mesa ao lado ou pra jogar uma bolinha de papel no lixo.

No início, pessoas educadas são sempre bem vindas, mas quando isso se torna uma obrigação, “forçação” de barra artificial pra parecer sabe-se lá quem, vira uma chatice sem tamanho. Parece mais aquelas operadoras de telemarketing, que treinam exaustivamente o que precisam dizer e na verdade não dizem nada.

Não é questão de fazer uma campanha em favor da falta de educação. Não é dar razão aos chefes que acordam com a bunda descoberta e descontam toda sua raiva em pessoas que não merecem. Não é nada disso. Mas um pouco menos de educação e chatice, por favor.

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2 pensamentos sobre “Quando a educação é demais

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