A insuportável lucidez do carnaval

Eu nunca fui muito fã de carnaval. Normal. Tem muita gente que gosta e eu respeito. As pessoas, ainda bem, possuem diversas formas de se divertir e preferências diferentes das minhas. Faz parte da tal diversidade que tanto falam por aí.

Mesmo não gostando, eu e a Maine – que não frequentava festas carnavalescas desde sua infância – nos aventuramos nessa primeira sexta-feira de carnaval aqui em Americana. Tinha show do Jorge Ben Jor, de graça, numa sexta com um calor danado. Não custava nada – literalmente – ir lá dar uma conferida.

Foi mais ou menos o que esperávamos. Pra não dizer que foi uma merda, foi “legalzinho”. Serviu pra ficarmos observando a movimentação, o lugar e as pessoas. E como tem coisa para observar nesses lugares.

Tem gente de todo tipo – embora o “estilo maláco” seja predominante. Muita gente alegre, “feliz” e quase sempre com alguma bebida alcoólica na mão. A gente até entende aquele que vai lá e bebe umas e outras cervejas a mais. Mas o que chama a atenção é a quantidade de moleques – pra não dizer “crianças” – com bebidas destiladas em garrafas plásticas em mãos – não me pergunte o que eles bebem porque eu não sei.

Será que o carnaval é tão insuportável assim a ponto do cara beber o que há de pior pra “curtir” mesmo na mocidade? Pela quantidade que bebem, ao fim do “expediente carnavalesco”, poucos continuarão de pé. Nós não ficamos pra ver isso, embora eu já tenha tido algumas experiências em festas anteriores e a gente sabe que é tudo igual no fim delas.

Não é ser moralista nem nada, mas acho que a vida anda bem difícil. Ou é pura curtição, mesmo bebendo tanto que não se pode nem lembrar o que se passou na noite anterior. E nessa, a galera exagera.

Isso nunca vai mudar, eu sei, mas não custa nada observar e comentar. E até lamentar se for o caso, embora todos aqueles que andem com suas garrafinhas com líquidos estranhos em mãos achem aquilo o máximo. De qualquer forma, estão no direito deles.

Não sei se a Maine vai querer voltar a frequentar lugares assim. Eu, sinceramente, não faço mais questão de ficar em casa nesses dias não. Ou quebrar um pouco a cabeça e pensar em programas mais atraentes. Espero que ela pense como eu.

Alguma sugestão?

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5 pensamentos sobre “A insuportável lucidez do carnaval

  1. faz igual a nossa galera…. compre algumas cervejas, refrigerantes e petiscos e vá na casa de alguém e passe a madrugada jogando video game e conversando…… vale mto mais a pena do que fica nesse lugares lotados de gente…..

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