Quando os vasos ruins começam a quebrar

O medo é um sentimento que atinge a todos. Não importa quem você seja, o que tenha ou não na vida. No fundo, todo mundo tem alguma coisa que incomoda, que faz a mão suar fria só de imaginar certas situações. E não vale comparar os medos, como quem acha que o seu é sempre maior do que o dos outros. Medo é medo e não se discute.

No último domingo, na “pré-estréia” do rodeio de Americana, um garoto de 22 anos foi morto dentro do recinto da festa. A hipótese mais comentada é que ele tenha sido espancado – não se sabe por quem – e morreu a caminho do hospital.

Hoje, pelo menos aqui no trabalho, muita gente já comentou e deu opinião sobre o ocorrido, sem nem saber direito o que houve. E o mais comum é que, tirando os jovens, existe um sentimento de preocupação grande em relação a esta festa. Pais que certamente acham que lá é uma anarquia e que qualquer um pode ser espancado por um desconhecido.

A gente sabe que não é assim. Eu particularmente não gosto desse tipo de festa, mas é besteira achar que um evento assim, ou um jogo de futebol, é uma anarquia tão grande que qualquer confusão será capaz de matar alguém. Claro que a família da vitima vai dizer que o menino era bom, que ele não se metia em confusão e toda aquela baboseira que se ouve num velório. Pode ser que seja, mas não acredito. Aliás, você já viu alguém ruim morrer? Depois de morto todos são santos.

Ninguém é espancado à toa. Ninguém apanha numa briga sem saber o porquê. Claro que em alguns casos a confusão respinga em pessoas alheias aquilo, mas é muito raro.

Uma pena, mas o medo vai moldando nossas vontades, nossos caminhos e deixando sempre aquela sensação de que tudo está perdido. A gente sabe que não é bem assim. O mundo lá fora é cheio de defeitos, mas eu tenho certeza que ele sempre será assim. E visto da janela de casa, ele parece um monstro prestes a nos engolir. Mas não é bem assim.

Vá até lá fora e você chegará a conclusão de que ele é bem diferente do que pintam. E desconfie primeiro de si mesmo quando alguém chegar te dando tapas na orelha. Você pode ter feito alguma merda.

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