Dedo na ferida aberta

Não sei se as pessoas estão gostando mais de política do que em eleições passadas. O certo é que o discurso anda mais acalorado, agressivo. No alto dos meus 25 anos de idade ainda não tinha visto algo assim, pelo menos aqui na minha cidade, Americana.

A “situação” se defende com escudo de vidro, mostrando o que fez e morrendo de medo dos podres serem revelados. A “oposição”, que não é muito diferente, desqualifica jogando pedra. Sei que é assim em todo lugar, mas acho que esse discurso vazio deveria mudar. O problema é que os eleitores, que gostam do debate entre os candidatos mas não sabem se posicionar, também não sabem cobrar dessas pessoas planos futuros e compromissos que vão efetivamente mudar o rumo da cidade.

Dá pena de ver a maioria dos candidatos a vereador por aqui. Gente sem nenhum plano, sem nenhuma capacidade de representar os 200 mil habitantes da nossa cidade na Câmara. Infelizmente, com os Tiriricas da vida sendo eleitos nos últimos anos, a política nacional virou uma grande palhaçada, com direito a fantasia e tenda pro circo ficar completo.

Gostaria de ver um debate de ideias mais inteligente. Claro que sempre vai haver a desavença, o contraponto, mas seria importante que se discutissem os problemas com mais seriedade. O que a atual administração já fez – de certo ou errado -, querendo ou não, passou. Que se coloquem na mesa agora novos projetos, novas metas e que acima de tudo, quem estiver à frente de tudo isso tenha responsabilidade e capacidade para gerir uma cidade, seja ela qual for.

Não quero um candidato que usa em sua campanha o slogan “Felicidade pra família” me representando. As coisas só precisam ser mais justas, mais honestas e responsáveis. Da felicidade individual cada um é responsável pela sua e cada um sabe o que é bom para si. Chega desses planos furados, de gente que não tem nada na cabeça e que só pensa em  encher os próprios bolsos com muito dinheiro alheio e benefícios para foder os demais. Chega do amigão do bairro, que só porque é popular no boteco da esquina, achar que pode nos representar em situações tão importantes. Chegou a hora da gente acordar, cobrar e votar como quem faz um investimento futuro de um valor muito alto. Ou se corre o risco de ficar mais 4 anos lamentando pelos cantos a falta de sorte e incapacidade dos nossos políticos. A incapacidade, nesse caso, será mais nossa do que deles.

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