Durante a viagem, ignore o horizonte e olhe um pouco pela janela

Questionar é quase um esporte pra mim. Pode parecer bobeira, coisa de gente rabujenta, sei lá, mas eu gosto de ser assim. Gosto de procurar algumas respostas diferentes – mesmo que elas não sejam tão convenientes -, assim como os caminhos que pretendo trilhar. Isso não é garantia de sucesso, tão pouco de felicidade. Mas não deixa de ser um outro caminho.

Sempre acabo me perguntando porque escrevo. É até estranho e eu nem me atrevo a dizer que sou escritor, porque de fato eu não me considero um. Mas gosto de colocar meus pensamentos numa folha de papel, e escrever acaba sendo a melhor maneira de fazer isso, pelo menos no meu caso. Nunca fui muito bom no discurso, na persuasão através das palavras faladas. Acabo me perdendo pelo caminho e quase sempre perco a guerra. E como se sabe, nunca é bom perder uma guerra, ainda mais hoje que só se valorizam os vencedores que carregam uma medalha dourada no peito.

Publico por aqui sempre que posso. Sempre que tenho algo a dizer, ou que me incomoda muito e não posso dizer pra ninguém. Cada um tem suas próprias idéias e acaba cultivando seus próprios demônios, e sendo assim, pouca gente pode te ajudar. É até melhor que seja assim, uma guerra pessoal que cada um trava consigo mesmo e precisa de alguma forma sair vencedor. Eu sei que nem todos conseguem vencer, mas lutar já é muito bom. E se não conseguirmos vencer a nós mesmos, fica um pouco mais difícil avançar em outras guerras.

Acho que escrevo porque gosto do trajeto, do percurso, e pouco me importo no destino que as coisas vão chegar. Esse negócio de chegar ao fim, de esperar o “felizes para sempre” no final nunca foi a minha cara. Melhor ir caminhando, olhando a paisagem e aproveitando cada parada que essa vida nos oferece. O caminho é muito mais legal do que o destino, agora eu não tenho mais dúvidas disso. Quem leu On The Road sabe do que eu estou falando.

O mais interessante disso tudo é que essa estrada que vou caminhando já me ofereceu inúmeras possibilidades. Algumas aproveitei, outras deixei um pouco de lado por vontade própria. Já recebi proposta de emprego pelas bobeiras que escrevo aqui, assim como um pequeno texto publicado numa revista de circulação nacional. Já desapontei muita gente com minhas opiniões, mas também fiz muitos amigos refletirem sobre o que andam fazendo através de meia dúzia de palavras. Isso é bom. É dessa estrada que estou falando. Andando, tropeçando em alguns momentos, mas nunca deixando de caminhar.

Portanto amigos, é bom pensar no futuro, mas também é bom saber exatamente em que chão estamos pisando e em qual estrada estamos caminhando. O futuro, felizmente, depende exclusivamente do que estamos fazendo agora, neste exato momento. Deixar tudo pra depois pode ser uma aposta arriscada demais. Aliás, qual aposta nessa vida não é arriscada demais?

Leandro Lourenço

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