Tapa na cara não resolve

Falta violenta na entrada da área. O jogador atingido permanece deitado no chão enquanto o juiz se aproxima do agressor, já com a decisão tomada e o cartão vermelho na mão. Falta apenas mostrá-lo para que todos possam ver, indicando a penalidade para a falta que acabara de ser cometida.

Enquanto o jogador atingido ainda está no chão, começa um tumulto generalizado. O jogador agressor e seus companheiros não se conformam com o cartão vermelho e partem para cima do juiz, que corre. Corre em direção ao vestiário, lugar onde possa se proteger da fúria daquelas pessoas. Vendo o perigo que corre, pega uma faca na bolsa e ao ver o possível agressor chegar próximo não pensa duas vezes antes de cravá-la em seu peito. O agressor passou a ser agredido, e agora agoniza no chão do vestiário, sem qualquer chance de sobrevivência.

Inconformados, jogadores e torcedores que acompanhavam a partida partem pra cima do juiz. Mais uma vez ele está na mira, e não terá como se defender. São chutes, socos, pontapés e até pedradas que irão matá-lo.

Depois de dois mortos num simples jogo de futebol, esses “torcedores e jogadores” que mataram o juiz cortam sua cabeça e penduram para que todas as outras pessoas possam ver. Cruel né?

Isso poderia ser apenas uma estória de terror, mas é o retrato da nossa realidade. Aconteceu no interior do Maranhão e só nos resta lamentar tamanha violência. Estamos na lama.

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