Nota: O que atrapalha tudo é a televisão

A televisão de casa quebrou. Teve algum problema técnico e já não era possível entender o que as pessoas falavam. Nos anos 90, falariam que estava parecendo uma “caixa de abelha”, mas hoje é só um problema técnico que deixou o som uma merda.

Quando a televisão da sala apresenta problema, outros pela casa começam a surgir. O primeiro deles é que um dos quartos perde sua TV, e como lá em casa é meu pai quem manda, nosso aparelho se mudou para a sala. No começo eu achei que iria fazer falta, mas não fez.

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Confesso: foi uma semana diferente. Embora eu não seja viciado em televisão, gosto de tê-la sempre ligada. É burrice, eu sei, mas faço dela companhia, principalmente quando estou sozinho. Só desligo pra ler, porque definitivamente estas duas atividades não combinam. Pelo menos dentro da minha cabeça e da minha eterna falta de concentração quando se tem muito barulho.

Foi uma semana diferente, mas não foi ruim. Não fiquei tanto tempo em casa, mas nos momentos em que estive por ali arrumei algumas ocupações. E no fim das contas, fiz o que já estava acostumado, mas que perdem no dia a dia para a televisão. Li e escutei rádio.

A maior vantagem desses smartphones modernos é que eles comportam um aplicativo chamado Tune In, que nos possibilita ouvir rádios do mundo inteiro. E o rádio – ou o celular transformado em rádio – foi meu grande companheiro naquele momento que precede o sono profundo. Meu irmão não gostou muito porque tenho mania de funkeiro e não gosto de usar fones de ouvido, mas ele teve que entender, pelos 9 anos a menos que ele tem.

E até chegar a este momento, de deitar pra ouvir rádio, eu lia. Descobri o argentino Borges que a Maine me emprestou e fiquei sabendo na Piauí que cronistas como Antonio Prata recebem cerca de R$1.500 por crônica. Fiquei sabendo também, através das páginas negras da Trip, que Os Gêmeos estão mandando bem no mundo inteiro, pintaram até a casa do ator de Piratas do Caribe e que não falam sobre pichação. Queria saber o porquê, mas eles não contaram. Segredinho? Medo? Se você souber me fale.

Enfim, foi diferente, mas foi legal. Estava até pensando em não ter mais televisão no quarto para aproveitar estes momentos, mas ontem mesmo o aparelho da sala chegou do conserto. A mudança já foi feita novamente e está tudo como há duas semanas. Tentarei vencer a TV e continuar escrevendo por gosto, e não pelas 1.500 pratas do Antonio. Quem sabe um dia eu não chega lá. Mas primeiro eu tenho que vencer a maldita TV.

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Um pensamento sobre “Nota: O que atrapalha tudo é a televisão

  1. Também não sou fã de TV. Passei um ano sem e confesso que dá pra sobreviver sem ela numa boa.
    A princípio realmente faz falta aquele barulhinho, aquela sensação de que a gente não tá sozinho no ambiente, mas depois a gente acostuma.
    Descobri uns livros novos, redescobri uns CD’s, escrevi muito também e agora mal ligo a dita cuja. Enfim, a gente acostuma…

    Então vou torcer pra você resistir bravamente ao impulso de voltar pra telinha. Ah, e pelos 1.500 em dim dim, mas nesse último caso faço votos pra que aconteça comigo também!

    Boa sorte aí!

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