O dia em que o santo recorreu ao sal grosso

Ontem o São Paulo recorreu à superstição e conseguiu ganhar no Brasileirão depois de 12 rodadas. Talvez fosse o último recurso a ser tentado por um time que estava – ou ainda está – fadado ao rebaixamento, mas toda mandinga deu certo e hoje o torcedor são paulino está mais aliviado. Eu, na tarde de ontem, poderia dizer que também banquei o supersticioso preferindo não assistir ao jogo, afinal, em todos os outros em que me coloquei na frente da TV sai perdedor. Até achava que o pé frio era mesmo o meu, mas ontem só não assisti por questões financeiras – não tenho gato nem PFC – e por morar muito longe do Morumbi.

Paulo Autuori São Paulo 2013 Jejum

É estranho ter que assistir o Corinthians para saber do resultado de outro jogo, o nosso jogo. Confesso que estava cagando e andando para aquele joguinho disputado em Brasília, mas meu coração dava um tranco feroz toda vez que a maldita – no caso de ontem bendita – bolinha da Globo aparecia no canto da tela. E no primeiro tempo foram várias vezes, sendo dois gols do São Paulo e nenhum do Fluminense, o que me deixou mais tranqüilo para o segundo tempo.

Não sei se o São Paulo jogou melhor que o Fluminense ou não. Não sei se teve mais a posse da bola que o adversário, ou se chegou com mais perigo à meta do Cavalieri quando atacou. Para um torcedor – ou pra milhões deles –  como eu que torcia silenciosamente, isso é o que menos importa. Depois de 12 jogos sem vencer então, não faz a menor diferença as estatísticas do jogo, tirando, é claro, a contagem de gols ao final dos 90 minutos.

Sei que no final o coração tentou disparar loucamente mais uma vez com o gol do Fluminense, mas não teve tempo do time do Rio empatar – o Takezo quebrou esse galho pra gente, como bom pó de arroz que é.

Silenciosamente, acho que nunca me envolvi tanto com meu time nesses 26 anos que tenho de vida. Já vi finais de Libertadores, decisões de Brasileiros e muitas outras finais que poderiam ser mais importantes que qualquer outro jogo. Mas parece que quando a desgraça é grande, quando o time não vai nem com reza brava – mas vai com sal grosso na entrada do gramado -, é que o torcedor ganha ainda mais importância e faz o que tem que fazer: torcer. É nessa hora que dá vontade de ir ao estádio, fazer parte daquela energia positiva que só um apaixonado por futebol entende como funciona.

O que posso fazer no momento é torcer de longe, mas não distante dos 11 que entram em campo vestindo vermelho, branco e preto – a ordem nesse caso não faz a menor diferença – e comprar o maldito PFC para acompanhar as partidas mais atentamente em casa, de preferência sozinho. Porque no estádio é bom estar em milhares, mas jogo de futebol em casa não pode ter muito corneteiro por perto não.

Eu é que não vou me arriscar assistindo o Corinthians novamente pra saber do jogo do meu time. Se der uma zebra nisso, depois nem o sal grosso tira essa praga da gente.

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Um pensamento sobre “O dia em que o santo recorreu ao sal grosso

  1. cara, não querendo tirar o mérito do SPFC, mas o Fluminense não jogou ABSOLUTAMENTE NADA. esse dupla de zagueiros que só bate cabeça igual barata tonta, esse meio de campo nada criativo, e o profexô ainda bota o muleque Kennedy ao invés de começar com Rafael Sóbis (antes da partida eu te disse: é Sóbis na cabeça. se ele jogasse, talvez fosse diferente)

    Espero que essa “vitória” seja um gatilho, pra despertar uma reação no SPFC, pra voltarem à Libertadores, e pra voltarem a ser um time grande (hoje não é, desculpa), como era nos tempos de Raí, Palhinha, Müller, Leonardo, Zetti, etc…

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