Você gosta mesmo de ler ou só de ostentar um livrinho embaixo do braço?

A sabedoria popular costuma dizer que aqueles que gostam e tem o hábito de ler são mais inteligentes – ou evoluem mais – do que aqueles que preferem viver somente na frente da TV. Não sei se isso é verdade, mas acredito que tenha algum sentido. Não falo pelos outros, mas por mim, já que depois que comecei a ler com freqüência e vontade própria – isso aconteceu depois que terminei a faculdade – passei a me sentir melhor mentalmente. Vai de cada um. Mas certamente não é isso que acontece com aqueles que implantaram o livro digital no Brasil.

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No começo do ano me dei de presente um e-reader – ou um leitor de livros digitais, como queira. Passei um fim de ano trabalhando mais do que deveria e pra compensar esse esforço me presenteei com esse produto. Afinal, a estante de casa já não cabia mais livros físicos e passei perceber que depois de lidos, qualquer livro passa a ter pouca utilidade se não for dado ou emprestado para alguém – agora dizem que os sebos vendem livros por metro para decoração, mas ainda não sei como funciona.

 Parecia ser uma ótima opção ter um leitor de livros digitais e seria útil para não acumular mais tantos objetos em casa. 
Comprei um Kobo e gostei. Cabe no bolso, posso carregar facilmente boa parte da minha biblioteca e cansa pra ler, como nas telas de computador e tablets. Tinha tudo pra ser uma grande descoberta, mas chegou a hora de comprar os e-books. 

Tudo indicava que um livro digital custaria mais barato que um livro físico. Não tem frete, não usa papel, não passa pela mão de terceiros e nem de funcionário é preciso para vender, como nas livrarias. Mas as coisas não são fáceis assim, como deveriam ser.

É claro que existe alguém no marketing ou nas finanças que preferiu traçar como estratégia deixar os e-books quase no mesmo preço dos livros físicos. Genial, né?
Eu sou adepto da pirataria, como quase todos vocês. Também já baixei música na internet, mas também sei que muitas vezes o trabalho de alguém que a gente gosta precisa ser valorizado. E isso acontece quando a gente compra algo dessa pessoa/artista. Por isso mesmo tenho uma penca de CDS em casa, que foram adquiridos na maioria das vezes em que fui a shows, principalmente do cenário alternativo. 

Mas e com os e-books, o que fazer? O que pensa uma empresa que vende um livro físico a R$30 e o mesmo título, virtual, à R$20, R$23? É burrice ou vontade de abastecer ainda mais sites como o www.baixelivros.org?

Pra quem gosta de ler – e não apenas ostentar um livrinho embaixo do braço pro chefe te achar inteligente – o e-reader é uma boa opção. De verdade mesmo, sem querer ficar aqui fazendo propaganda pra Livraria Cultura ou quem mais venda esse tipo de aparelho.

E se você também está antenado, vai perceber que essa estratégia deles venderem livros digitais à preços ordinários tem uma boa solução. Solução que a gente encontra aqui, na internet.

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