O tão próximo e intrigante mundo das drogas

Ler sobre máfias, tráfico de drogas e tantas outras coisas ilícitas é o meu passatempo predileto. No momento em que começo a escrever este texto, tenho ao lado o livro “Zero Zero Zero”, de Roberto Saviano. O motoboy acabou de entregá-lo, e o máximo que li foi a introdução.

roberto savia camorra gomorra zero zero zero escritor italiano italia máfia napolitanaO livro em questão fala sobre o tráfico de drogas (especialmente cocaína) no mundo. Pra quem ainda não sabe, Roberto Saviano é um escritor italiano, famoso por revelar detalhes da máfia napolitana. Seus livros e relatos são tão verdadeiros que Saviano vive “preso” em algum lugar do mundo, escoltado dia e noite por policiais. Está jurado de morte – a máfia queria enterrá-lo vivo -, mas nem assim desiste de escrever.

Como eu disse, ainda não li o livro. Mas já começo a refletir: se o mundo das drogas – e nesse caso da cocaína – é tão gigantesco e lucrativo, se temos tantas “guerras civis” em todo o mundo por causa do “pó branco”, onde toda essa droga vai parar? Que narizes aspiram tanto pó?

A pergunta me ocorre porque achamos que usuário de qualquer tipo de droga é aquele sujeito mulambento que vive no semáforo pedindo esmola, todo sujo, sem qualquer perspectiva. Parece que as coisas não são bem assim.

Não é possível que tanta droga seja consumida por meia dúzia de andarilhos. E mesmo que tenhamos mais meia dúzia de playboys que cheiram e assumem, esse número não bate, a conta não fecha.

Existe um número gigantesco de pessoas que usam cocaína – nem digo maconha porque reluto em tratá-la como droga pesada – e que a gente nem desconfia. Médicos, advogados, motoristas, pedreiros, atendentes, garçons, empregadas, escritores, lixeiros, professores…

Quantas pessoas à sua volta – no trabalho, na família – você acha que usam drogas? Aposto que você conhece algum, sabe de um caso ou outro que ganhou notícia na família ou entre os vizinhos. Mas o número tende a ser maior. Muito maior.

Vou terminar de ler o livro e, caso sinta vontade, volto a escrever sobre o tema e sobre o que aprendi. No mais, ficamos com a pergunta que não quer calar: quantas pessoas ao nosso redor usam o famoso pó branco?

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